5 de mai de 2010

O Jogo segue

Sou um cara que já não vibro tanto com as minhas vitórias. Para mim, é mais prazeroso contar as boas novas para os meus heróis do que a conquista em si. O problema é que nem isso eu posso mais. Isso porque, um processo de desencantamento e quietude, existente em meu ser até nas horas em que sorrisos poderiam estar escancarados, deu-se início há três anos, quando o Bila (assim os conhecidos chamavam o meu pai porque o nome Wilame era muito difícil de se pronunciar) resolveu fazer a viagem sem volta da morte.

Bila é o meu herói. Ou melhor, o meu anti-herói. Nossa relação entre pai e filho não foi das melhores, admito. Faltava diálogo. Faltava carinho. Acho que meu pai passou vinte anos tentando encontrar alguma forma de me agradar. Errou ao tentar me mimar com coisas materiais. Acho que passei vinte anos tentando provar para o meu pai que eu o amava. Errei ao aceitar sua inconstante distância......    continue Lendo
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