26 de mai de 2010

Procurado por morte de garota este mês, rapaz confessa três assassinatos

O desempregado Carlos Henrique Gomes, 20 anos, o "Rick", confessou, na manhã desta terça-feira (25), a autoria de três assassinatos ocorridos num intervalo de apenas cinco meses. Dois crimes aconteceram em Maringá e outro em Sarandi. A confissão – recheada de detalhes – aconteceu instantes depois de "Rick" ser capturado pela Polícia Civil de Maringá no Distrito de Floriano. Horas depois, já assistido por advogado, ele negou a autoria dos crimes.
Veja abaixo o vídeo em que Gomes confessa os crimes.

Apontado como principal suspeito de matar a adolescente Liene Fernanda de Lima, 16 anos, executada a tiros, em 16 de maio, na Avenida Bento Munhoz da Rocha, em Maringá, Gomes estava com prisão temporária decretada. Após escapar de vários cercos policiais, ele foi localizado e preso, na manhã desta terça-feira (25), no Distrito de Floriano, município de Maringá. Levado à delegacia, Gomes assumiu a autoria do crime sob alegação de que a adolescente estaria preparando uma armadilha para matá-lo.
Na versão ao delegado-adjunto Nilson Rodrigues da Silva, Gomes explicou que a armadilha seria uma vingança pela morte do desempregado Rafael Santana de Souza, 18 anos, o "Neguinho Angolano", também executado a tiros, em 26 de fevereiro deste ano, no Parque São Pedro, em Sarandi – região metropolitana de Maringá. Gomes contou ao delegado que matou Souza para se vingar de uma agressão sofrida no interior da Cadeia de Sarandi.
Para completar a lista de crimes, Gomes também assumiu a autoria da morte do traficante Rosmir da Silva Terra, 29 anos, o "Kimil", morto a tiros, no dia 13 de janeiro deste ano, Jardim Novo Oásis. Gomes revelou que "Kimil" foi executado porque teria agredido um de seus vendedores de drogas. "Os amigos do cara (vítima) ficaram no veneno e me chamaram para fazer o serviço (matar Kimil). Não teve dinheiro na parada", disse ele, negando ter agido por encomenda.
Para surpresa da polícia e dos órgãos de imprensa que gravaram a confissões, Gomes voltou atrás no momento em que seria oficialmente interrogado. Acompanhado de seu advogado – Raffael Benassi, de Maringá – ele negou todos os crimes, contestando até mesmo as versões de um garoto de 16 anos que o acompanhou na morte da adolescente e de outro adolescente para o qual teria oferecido um revólver e um advogado para que ele assumisse a morte da menor.
Informações: O Diario
Postar um comentário