19 de jun de 2010

171 - Estalionato - Caso da UNINGÁ

A Polícia Federal (PF) de Maringá iniciou, nesta quinta-feira (17), a pedido da Procuradoria da República, as investigações sobre supostas fraudes na concessão de bolsas do ProUni, na Uningá. A instituição está respondendo inquérito por estelionato.

Segundo o delegado-chefe da PF em Maringá, Donizete Aparecido Tambani, as investigações devem ser concluídas em 30 dias. "Acredito que não conseguiremos terminar todos os trabalhos neste prazo, em razão da burocracia no envio de documentos. Ouviremos todos os acusado, inclusive alguns dirigentes da instituição e as alunas envolvidas", diz o delegado.

Sem vestibular de inverno, a Uningá não participará da seleção do ProUni este ano, cuja inscrição foi aberta esta semana. O Ministério da Educação abriu processo administrativo contra a instituição, que pode ser desvinculada definitivamente do programa.

A concessão de bolsas do ProUni a estudantes de classe média alta, na Uningá, foi divulgada no início de maio no programa da Fantástico, da Rede Globo. Três estudantes do curso de Medicina da Uningá, que moram em bairros nobres da cidade, são acusadas de possuir bolsa integral na universidade e receber benefício de R$ 300 por mês, o que seria ilegal, uma vez que, segundo a reportagem do Fantástico, elas teriam condições de pagar pelo curso.

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