17 de jun de 2010

Guarda mata patrão com três tiros no rosto em SarandiGuarda mata patrão com três tiros no rosto em Sarandi

Uma discussão por motivo banal terminou com a morte, na tarde desta quarta-feira, do encarregado de obras Ednaldo de Oliveira Costa, 42 anos, de Sarandi, região metropolitana de Maringá.

A vítima foi alvejada com três tiros no rosto após chamar a atenção de um funcionário que teria utilizado uma carriola sem autorização. O autor do crime fugiu a pé e até o início da noite ainda não havia sido localizado.

O crime aconteceu por volta das 17 horas no interior de uma casa em construção localizada na Rua Cristo Redentor, no Jardim Bom Pastor, zona norte de Sarandi.

Contratado para vigiar um conjunto de três residências em construção, o guarda noturno João Maria Ribeiro, 56 anos, chegou mais cedo ao serviço e usou uma carriola - que estava parada - para transportar alguns cacos de piso para a casa de uma vizinha.

Ao retornar à construção, Ribeiro recebeu uma bronca de Costa, que o alertou a não retirar ferramentas ou outros objetos da obra sem autorização.













O guarda noturno tentou explicar que havia se ausentado com a carriola apenas por alguns minutos, mas o encarregado insistiu que as ordens deveriam ser obedecidas.

Após uma breve troca de ofensas e palavrões, Ribeiro teria ido aos fundos da construção, onde guardava a mochila, retornado empunhando um revólver, possivelmente calibre .38. Sem dizer uma palavra sequer, ele apontou a arma em direção de Costa e apertou o gatilho seguidamente.

Atingido com três tiros no rosto, Costa morreu na hora. Ribeiro deixou o local em seguida e saiu correndo por um terreno baldio. Na pressa, deixou para trás a mochila, contendo alimentos e roupas de frio.

Avisada por conhecidos, a esposa de Costa, Inês Rosana Mariano, 39 anos, chegou ao local minutos depois e entrou em pânico ao deparar com o marido morto.

Em entrevista a O Diário, ela disse desconhecer qualquer entrevero de Costa com algum funcionário da obra. "Ele se dava bem com todo mundo", contou.

O ajudante-geral Valter Messias Teodoro, 62 anos, disse que no momento do crime estava do lado de fora do portão quando ouviu a discussão entre o patrão e o guarda noturno.

"Só ouvi os tiros e, em seguida, vi o guarda fugindo por este terreno", disse, negando, também, a existência de entrevero anterior entre a vítima e o autor
do crime.

A Polícia Civil realizou buscas por todo bairro, mas Ribeiro não foi localizado. A polícia acredita que ele deva se apresentar ainda nesta semana, após expirar o prazo de flagrante.

Fonte: O Diario
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