19 de ago de 2010

Artigo: Por um campo limpo

É gratificante para o setor agrícola ver que o Brasil lidera o ranking dos países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Dados da central de recolhimento mostram que 95% das embalagens vazias de agrotóxicos são devolvidas para as centrais para que sejam recicladas e transformadas em objetos. Hoje são mais de 100 centrais em todo país, e uma delas funciona em Maringá desde 2009, inaugurada no Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado em 18 de agosto.

A ação, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), em parceria com fabricantes e comerciantes de agrotóxicos, enche de orgulho e até integra o calendário oficial brasileiro. Nada mais justo, já que alerta sobre a importância da redução do uso de recursos naturais e reforça a necessidade do descarte correto de recipientes de defensivos agrícolas.

A Sociedade Rural de Maringá, enquanto entidade que representa o segmento, entende a iniciativa como fundamental. Antes, as embalagens de agrotóxicos eram simplesmente descartadas no meio ambiente, ou então armazenadas de forma irregular. Hoje, são recolhidas, tratadas e recicladas. O próprio agricultor tem a liberdade de agendar a entrega das embalagens, agindo de acordo com a legislação.


É claro que de nada valem iniciativas como esta sem a conscientização do agricultor. É este que deve estar atento ao sistema de destinação correto, e assim contribuir por meio de um trabalho integrado.


Por trás de um 'Campo Limpo' existe um elo da cadeia produtiva agrícola, que inclui produtor rural, indústria fabricante, canais de distribuição, cooperativas, entidades de classe e o poder público. Só assim continuaremos com índices avançados no que diz respeito ao sistema, fazendo do Brasil o país que mais destina embalagens vazias em todo o mundo. È o sistema produtivo do agronegócio contribuindo com a preservação do meio ambiente e assegurando a população um alimento seguro e saudável.


É a produção sustentável se fazendo valer, aumentando o uso de fontes de energias renováveis, minimizando o lixo, adotando uma perspectiva de ciclo de vida. Integrar essas peças é fundamental para atender aos requisitos básicos de vida e as aspirações para melhoria tanto da geração atual como das futuras, reduzindo continuamente os danos ao meio ambiente e riscos a saúde humana.



Maria Iraclézia de Araújo

Presidente Sociedade Rural de Maringá

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