1 de mar de 2011

Ano da Holanda no Brasil - Secretário Hauly fala sobre a influência da cultura no país


 

Do cooperativismo ao turismo rural: 100 anos de imigração holandesa

 

Autor da lei que institui 2011 como Ano da Holanda no Brasil, Luiz Carlos Hauly fala sobre a influência da cultura no país

 

Em abril de 2011 serão comemorados os cem anos da chegada dos primeiros imigrantes da Holanda ao Paraná. Expoentes no ramo cooperativo de crédito, eles contribuíram para o desenvolvimento do cooperativismo agropecuário no Brasil. Em 1925, fundaram em Carambeí a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Laticínios, conhecida desde 1941 como Batavo. Outro grupo criou em Castro, em 1951, a Castrolanda. No entanto, os holandeses influenciaram a cultura do Estado com outros aspectos, como a religiosidade e a gastronomia. O secretário da Fazenda do Estado, Luiz Carlos Hauly, que propôs ao Senado projeto de Lei que institui 2011 como o Ano da Holanda, fala em entrevista sobre recente interferência positiva que os holandeses trazem para a região: o turismo cultural.

 

 

Diferente de outros estados, no Paraná o cooperativismo veio junto com o fluxo imigratório. As diversas etnias que compõem nosso estado foram decisivas na consolidação da prática cooperativa, que tem nos holandeses um grande expoente. Qual a importância das cooperativas para o desenvolvimento regional do Paraná?


Luiz Carlos Hauly: Não dá para falar da história econômica do Paraná sem a presença marcante das cooperativas em todo o Estado. Elas alavancaram a economia paranaense e principalmente foram sólidas nos períodos de incerteza econômica que vivenciamos na época da inflação galopante. Cooperativismo e Paraná são indissociáveis. Os imigrantes holandeses ao constituírem a primeira cooperativa do Brasil em Carambeí, demonstraram a importância do trabalho e da solidariedade. Da ação em comum para o benefício de todos.


O cooperativismo é uma importante fonte de arrecadação de impostos. Como estabelecer políticas públicas que potencializem a prática em regiões ainda pouco desenvolvidas, como o centro-sul do estado?


Hauly: Devemos estimular as boas práticas gerenciais do cooperativismo instalado na região dos Campos Gerais e do terceiro planalto. São iniciativas como a da CAPAL, Castrolanda, Batavo, Agrária e principalmente da OCEPAR, organização que otimiza a ação de todas as cooperativas paranaenses, são propulsores da nossa economia. Espero como Secretário da Fazenda do Paraná, ao lado de nosso governador Beto Richa, propiciar as ferramentas necessárias para ampliar o desenvolvimento de nosso país e do Paraná.


2011 é o Ano da Holanda no Brasil, aguardamos apenas a sanção presidencial. O que podemos esperar do poder público estadual para as celebrações que acontecerão este ano?


Hauly: Já em 2009 apresentei a proposição na Câmara dos Deputados, busquei assinaturas de outros deputados, acompanhei a votação no Senado e principalmente construí o consenso em Brasília. Disponibilizei verbas no Orçamento da União para Carambeí e para as festividades em 2010 e 2011. Ainda na campanha eleitoral do ano passado estive com o governador Beto Richa, então candidato, e com o prefeito Osmar Rickli, assumindo os compromissos perante a comunidade de Carambeí no Parque Histórico. Lá nos foi entregue uma série de proposições que estão sendo construídas passo a passo. Vamos contribuir em todas as frentes de ação governamental. É o mínimo que podemos oferecer em troca de todo o trabalho dos imigrantes holandeses que lado a lado com outros habitantes constroem o Paraná de todos.


Com a inauguração do Parque Histórico de Carambeí unindo-se ao complexo de Vila Velha e às atrações do Canyon de Guaterlá podemos afirmar que, na região, teremos um arranjo produtivo local de turismo e cultura. Como fortalecer este APL na consolidação de destinos turísticos para o nosso estado?


Hauly: Agora é hora de utilizarmos a experiência de outros países e estimular o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico. Estamos acreditando que o Parque Histórico de Carambeí, aliado a outros investimentos na região dos Campos Gerais, propicie um roteiro contínuo de atividades e faça o turismo ser peça importante da economia de nosso Estado.

 

Gustavo Zielonka V. Rodrigues – gustavo@pg1com.com


 

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