24 de mar de 2011

Governo Federal intensifica ações de combate ao câncer

O Governo Federal vai investir R$ 4,5 bilhões ao longo dos próximos quatro anos em ações de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer de colo de útero. A notícia, anunciada nesta semana pela presidenta Dilma Rousseff, foi recebida com entusiasmo pela senadora Gleisi Hoffmann (PT). "Fico muito feliz ao ver que a presidenta Dilma deu prioridade a um compromisso que assumiu durante a sua campanha de olhar com mais atenção para a saúde da mulher", destacou.


Os recursos, que compõem a Política Nacional de Atenção Oncológica, serão aplicados, até 2014, no fortalecimento da atenção primária e da rede ambulatorial e hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e em campanhas de informação e conscientização à sociedade. Quando detectados precocemente, estes tipos de câncer apresentam elevados potenciais de sobrevida e possibilidade de cura.

Para Gleisi, a iniciativa do Governo Federal é de extrema importância porque garante acesso aos exames principalmente às mulheres de baixa renda. "Precisamos facilitar o processo e oferecer maior conhecimento sobre o exame e a doença", diz.

Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), neste ano, o país terá aproximadamente 18,5 mil novos casos de câncer de colo do útero e 49,2 mil de câncer de mama. O orçamento do Ministério da Saúde deste ano destina R$ 261,679 milhões a ações de prevenção de câncer.


CÂNCER DE MAMA

Um dos focos do fortalecimento da rede é a melhora da qualidade das mamografias. Em todo o país, o SUS mantém em funcionamento 1.645 mamógrafos com comando simples, usados para detectar os nódulos, dos quais 50,87% estão abaixo de sua capacidade de realização de exames.

Para reverter este quadro e monitorar permanentemente a qualidade dos mamógrafos, será criada uma força-tarefa, com participação do governo federal, dos estados e dos municípios. Será instalado também um grupo de trabalho para definir parâmetros e critérios de avaliação do desempenho destes equipamentos, com participação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Inca, do Colégio Brasileiro de Radiologia e das Vigilâncias Sanitárias nos estados e municípios.

O programa prevê a implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia, que acelerarão o início do tratamento após a confirmação do diagnóstico. A localização destes centos será definida entre o ministério e os estados, priorizando as regiões onde é menor o acesso.

No tratamento, o programa visa reduzir o déficit por assistência especializada, com a estruturação, até 2014, de 32 novos serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e a substituição de equipamentos em 48 hospitais.

Foto: Waldemir Barreto

 



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