27 de abr de 2017

Aliel é critica reforma trabalhista aprovada na Câmara


Segundo o deputado, 40% dos parlamentares se diz empresário e  defendem o próprio interesse

O deputado Federal Aliel Machado (Rede) fez duras críticas referente a aprovação do Projeto de Lei 6786/16, da Reforma Trabalhista, aprovada na madrugada desta quinta-feira, 27, na Câmara dos Deputados.  Aliel rechaça mudança nos cerca de 100 artigos da CLT que prejudicam o trabalhador.

Para Aliel, a lei é nociva e retira direitos importantes que irão afetar a maioria dos brasileiros. "O Governo Temer e seus aliados apressaram o quanto puderam a votação deste projeto para que a população não se mobilizasse. Para isso fizeram uma manobra na Câmara, votando duas vezes o regime de urgência e negociando cargos com a base para a aprovação. Por isso eu dizia lá atrás que teríamos que ter uma nova eleição e que este Governo viria para prejudicar quem mais precisa", lembrou ele.

Durante a sessão, o parlamentar usou as redes sociais para alertar a população sobre o que estava acontecendo no plenário. Aliel conversou ao vivo com o juiz do Trabalho de Porto Alegre, Dr. Luiz Colussi. Para o magistrado, ao contrário do que dizia o Governo, o projeto retira direitos. "A situação é grave e muito séria. O projeto de fato retira direitos. Inverte a ordem de proteção dos trabalhadores e passa a proteger a empresa. A nossa defesa aqui é da constituição, dos direitos sociais", alertou o juiz durante sua fala.

Com a lei aprovada na Câmara, o trabalhador fica mais frágil na relação de negociação com o patrão. A partir de agora, passará a valer o negociado sobre o legislado, ou seja, sob pressão, e agora mais fragilizados, o trabalhador poderá fechar acordos que não estão previstos em lei. O tempo de descanso na jornada passa para apenas meia hora. A jornada também poderá ser aumentada para até 12 horas por dia e as férias poderão ser dividas em três partes, de acordo com o interesse da empresa.

De acordo com Aliel, mudanças na legislação brasileira podem ser revistas, desde que haja amplo diálogo com a sociedade e feita por um governo legítimo, que represente os anseios da população. O que não ocorre no momento. "Este governo não foi eleito, está afundando em denúncias de corrupção, com Ministros investigados e até mesmo o presidente delatado. Na Câmara, mais de 40% dos deputados se dizem empresários, que estão lá pra defender os próprios interesses. Por isso precisamos lutar para não deixar que coisas como esta aconteçam", finalizou.

  




                    




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