14 de jun de 2017

Prefeitura trabalha para garantir direitos dos migrantes

O prefeito Ulisses Maia deu posse nesta quarta, 14, aos membros do Comitê Interinstitucional de Elaboração do Plano Municipal de Políticas Públicas do Migrante, que visa a garantia dos direitos fundamentais de todos os migrantes no município. A solenidade contou com a presença de secretários municipais, dos vereadores Carlos Mariucci e William Gentil, de representantes de entidades não-governamentais, servidores e comunidade.

Entre as atribuições do comitê está a formação de grupos de trabalho para formulação de propostas de políticas públicas, elaboração do plano municipal com diretrizes, metas, objetivos, instrumentos e ações governamentais, considerando a preservação da história, memória e influência cultural dos migrantes.

O comitê também tem como papel se articular com órgãos e instituições encarregadas para proteção e defesa de direitos humanos, ampliando as informações e serviços voltados aos migrantes, formulando estudos e pesquisas para identificação de demandas.

Ulisses Maia destacou o dia como "histórico" e ressaltou que a administração irá construir junto com a comunidade as políticas públicas para os migrantes. "Não temos apenas acolher os migrantes, mas garantir de forma plena seus direitos. Toda essa qualidade da saúde e educação deve ser prestada também a essas pessoas. Queremos humanizar Maringá. Lembro de meu pai que era grego e veio ao Brasil, no final dos anos 40, e penso na dificuldade que os migrantes passam. A partir de hoje, vocês que vieram de outros países podem se considerar cidadãos maringaenses", afirmou, agradecendo todos envolvidos, em especial a pesquisadora de Ciências Sociais, Camila Franco Kotsifas, que cobrou da administração a construção de políticas públicas para os migrantes.

Representando a Câmara Municipal, o vereador Carlos Mariucci, lembrou que os investimentos em obras são importantes, mas não bastam para a comunidade. "A construção de políticas como esta é que fazem valer a pena estar na vida pública. A questão dos migrantes é transversal e deve envolver não apenas a assistência social, mas diversas secretarias", disse.

O haitiano Fritzner Saint Cloris, 27 anos, da cidade de Gonaïves, uma das maiores do país, está em Maringá há quatro anos, e disse estar "muito feliz" pela criação do comitê. "Viemos para o Brasil para ter uma vida melhor e não para passar dificuldade e sofrer. Somos de um país pobre, mas isso não significa que não temos uma cultura rica. O imigrante não quer fazer mal, a maioria dos que vêm aqui é para fazer o bem. Queremos crescer juntos com os maringaenses", afirmou.

O padre Emerson Cícero de Carvalho, da Paróquia São José Operário, integrante do Comitê, agradeceu a administração e as entidades envolvidas por "tratar o migrante como cidadão". "Ao recebermos a notícia da criação do comitê ficamos muito contentes. Desde o antigo testamento é mostrado que devemos acolher o estrangeiro e as classes mais vulneráveis, lembrando que o papa Francisco transcende os limites da Igreja Católica e insiste para essa acolhida e o pensamento no ser humano antes do aspecto econômico", destacou.
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