21 de set de 2017

ALUNO QUE PROCESSOU PROFESSOR POR TER TOMADO CELULAR EM SALA DE AULA PERDE CAUSA NA JUSTIÇA

O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, _julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula._
De acordo com os autos, _o educador tomou o celular do aluno, pois este estava ouvindo música com os fones de ouvido durante a aula._
*O estudante foi representado por sua mãe,* que pleiteou reparação por danos morais diante do _"sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional"._
Na negativa, o juiz afirmou que _"o professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”._ O magistrado se solidarizou com o professor e disse que *_"ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma"._* Eliezer Siqueira ainda considerou que *o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.*
Ainda considerou que *não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade edificante.*
E declarou:
*"Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o ‘bullying intelectivo', o ócio improdutivo, enfim, _toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira_”.*

Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor.
_"No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro *HERÓI NACIONAL*, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: *o Professor.*"
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